Saque do FGTS: cuidados pra não cair em golpes

Saque do FGTS: cuidados pra não cair em golpes

Liberação do benefício começou na última sexta-feira (13), e número de transações já ultrapassa 12 milhões

A Caixa Econômica Federal iniciou, na última sexta-feira (13), a liberação do saque imediato de até R$ 500 por conta ativa e inativa do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Por enquanto, apenas os clientes que têm conta poupança no banco, nascidos de janeiro a abril, poderão sacar o benefício. Em 27 de setembro, uma nova leva de trabalhadores – nascidos de maio a agosto – terá direito aos valores. Para aqueles que não têm conta poupança na Caixa, aberta até 24 de julho de 2019, o calendário de saques começa em 18 de outubro e vai até 6 de março de 2020.

Segundo a Caixa, foram registradas mais de 12 milhões de transações após a liberação do FGTS, com R$ 4,97 bilhões creditados nas contas dos trabalhadores. Os números expressivos reforçam a importância de redobrar a atenção à segurança para não cair em golpes durante o saque do benefício. Pensando nisso, veja cinco dicas para evitar golpes nesse período.

1. Não clique em links em nome da Caixa

A Caixa não envia links por e-mail, SMS ou WhatsApp. Se você receber mensagens com endereços clicáveis em nome do banco, desconfie. É provável que o link seja uma isca para golpes de phishing, capazes de instalar malwares no dispositivo para roubar seus dados pessoais e informações bancárias. Por mais verídica que a mensagem pareça ser, nunca forneça informações confidenciais por e-mail.

2. Não forneça senha ou número do Cartão Cidadão

Uma tática de engenharia social comum entre criminosos é entrar em contato com os clientes se passando por funcionários das centrais de cartões ou do banco para obter informações estratégicas. Com o número ou senha do Cartão Cidadão em mãos, eles podem aplicar uma série de golpes, já que o cartão é usado em todos os canais de pagamento autorizados pela Caixa.

Vale ressaltar que as centrais de segurança da Caixa podem entrar em contato com o trabalhador para confirmar transações, mas nunca pedem a senha ou o número completo do cartão, apenas os quatro últimos dígitos.

3. Não faça pré-cadastro para saque do FGTS

Não é novidade que o WhatsApp é um dos principais canais para a veiculação de golpes online. Em julho, criminosos enganaram mais de 100 mil brasileiros usando como isca a notícia sobre a liberação do FGTS. Com o objetivo de descobrir se a vítima tinha direito ao saque e abrir caminho para ataques futuros, a mensagem difundida no aplicativo levava o usuário a uma página de pré-cadastro. O trabalhador deveria responder uma falsa pesquisa, que continha perguntas como “Deseja sacar todo seu FGTS ou parcial?” e “Você sacou algum valor do FGTS nos últimos 3 meses?”. A Caixa orienta os clientes a não responder mensagens do tipo.

4. Não aceite ajuda de estranhos na boca do caixa

Ao se dirigir a uma agência para sacar o FGTS, é necessário ficar atento aos famosos “golpes de boca do caixa”. Na maior parte dos casos, o golpista oferece ajuda no autoatendimento, tendo contato com o cartão do cliente e a senha que ele está usando naquele momento. A partir daí, o criminoso pode, por exemplo, trocar o cartão original por um exemplar falso, o que, somado ao conhecimento da senha da conta, pode permitir o saque do saldo disponível.

Para se prevenir desse tipo de golpe, não aceite ou peça ajuda a estranhos. Caso tenha dúvidas sobre a operação, procure um funcionário da Caixa. Se a agência não estiver aberta e alguém oferecer ajuda para efetuar o saque do benefício, recuse a oferta e se afaste da pessoa que te abordou.

5. Informe-se apenas por canais oficiais

Para se manter atualizado sobre as informações relativas ao saque imediato do FGTS, consulte os canais oficiais da Caixa. O banco tem um hotsite exclusivo (fgts.caixa.gov.br) que concentra perguntas frequentes sobre o benefício, além de como um canal de atendimento telefônico gratuito, acessível pelo número 0800-726-0207. O aplicativo FGTS 2019, por sua vez, permite consultar os valores depositados no fundo. A aplicação está disponível para celulares Android e iPhone (iOS). É possível, ainda, se informar por meio das redes sociais da Caixa.

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